No sentido literal da palavra, o filme não pode ser considerado gigante pois tem apenas 86min, mas é gigante na riqueza do trabalho dirigido por Brad Bird, o mesmo que produziu Os Incríveis, da Pixar.Blog de Bruno Paiva
22 de janeiro de 2010
O Filme Gigante
por Bruno Paiva
No sentido literal da palavra, o filme não pode ser considerado gigante pois tem apenas 86min, mas é gigante na riqueza do trabalho dirigido por Brad Bird, o mesmo que produziu Os Incríveis, da Pixar.16 de julho de 2009
Imagem do Dia #1
por Bruno Paiva
A imagem engraçadona do dia é essa, camiseta do Rick Astley! Pra você que está familiarizado com as famosas RickRollzadas do seu amigo blogueiro very funny, a piadinha foi média.De acordo com a Wikipedia, Rick Astley é um cantor inglês que alcançou o topo das paradas de sucesso com o single Never Gonna Give You Up, que o deixou internacionalmente conhecido, mas na realidade esse clipe teve outra função numa época recente, ele foi usado como um link fake para todos os desatentos que clicam em qualquer http que vê no Twitter e afins, substituindo o real sentido do assunto super interessante, para um link que leva a essa dancinha era 87 pra lá de brega.
Sucesso no Youtube, Rick vendeu suas propriedades e criou uma sociedade de proteção a mulheres que foram traidas... mentira, se você quer saber mais sobre ele o problema é entre você e seu Google.
Tshirt de Rick Giveway em: http://www.omgtees.com/2009/07/rick-giveaway/
agora que aprendeu, não clique aqui!!!!! ---------> http://is.gd/1AsQi
25 de maio de 2009
WordPress Moleskine notebook
por Bruno PaivaNão vi nada mais sutil e desejável esse ano, e não sei como uma simples letra me dá tanta loucura.
7 de maio de 2009
Identidade 2.5
por Bruno PaivaO que você é na internet? o que e como o Google ou outros sites de busca te define? Existe hoje uma necessidade para ter integridade pessoal de seu precioso nome a zelar?
Por incrível que pareça, muitas pessoas hoje estão na web sem ter dado muita importância a essas respostas.
A algum tempo atrás, e isso não faz muito, percebi que não sou o único Bruno Paiva da Terra, e isso me fez pensar sobre "qual deles sou eu" nessa enorme rede de pessoa com o nomes e apelidos iguais os nossos, então, vamos nos achar?
Primeiro de tudo...
Defina-se com um username quase nunca variável. Se você se arrisca a ser um fotógrafo no Flickr conhecido como "Treolight" por exemplo, e quer um Portfólio no Behance para mostrar as suas montagens no Photoshop, é indispensável utilizar o mesmo username (Treolight) caso seja a necessidade ser conhecido com esse nome dentro de sua rede social em sua área.
Crie algo seu, seja único e constante na escolha, isso trará mais fácil acesso para que fãs e seguidores te encontrem e muito mais credibilidade nos seus relacionamentos profissionais.
Mas e a senha?
Se você, assim como eu, é dono de um cérebro com memória fraca, sugiro ter uma senha padrão significativa e com leves modificações de um site ao outro, é realmente desmotivador ter que usar sempre sua criatividade na escolha de uma chave protetora. É quase necessidade básica de todo ser humano que quer ter um nome na web criar um Google Account, pois através dele, sua identidade é espalhada e protegida pela geração futura por uma simples senha, quando só existir baratas radioativas e eles.
Relevância
Não há necessidade entrar em uma rede social de leitores de livro, se você odeia ler, então tenha relevância sobre o conteúdo que você quer alimentar, ou terá vários usernames fantasmas espalhados pela rede.
Por incrível que pareça, o Twitter tem uma alta taxa de desistência, pois muitos que entram lá não encontram razão de estar, desconhecem a sua complexidade e seu potencial e fogem com medo daquela baleia!
A pequena dica que compartilho é essa, crie, seja participativo na web e acima de tudo, proteja sua identidade.
26 de abril de 2009
Segredos do sexo frágil
por Bruno Paiva
A criatividade feminina não tem limites, quando penso que encontramos o fim da linha, elas ainda nos surpreendem com algo a mais de nossa compreensão masculina.O homem luta, acorda cedo, se arruma mal-humorado todas as manhãs, com o suor tenta ganhar a vida, e a troco de que? Posso responder com certeza que é a troco delas! Essas fofas malditas que nos deixam apaixonados babões.
E como nós acreditamos quando vocês mulheres falam, sentimos que somos totalmente indefesos diante de seus argumentos emocionais, completamente deixamos sua voz fina penetrar nossos ouvidos e chegar naquele lugar que vocês querem chegar, e vocês conseguem!
Esse não é um desabafo, não é um elogio, não é uma homenagem, é apenas um Post, pra dizer que essa versão humana 2.0 que foi tirada da nossa costela nos ensinam aonde nossas emoções devem chegar ao final de cada dia de trabalho. E nós adoramos isso.
1 de março de 2009
O Ladrão e a Visitante - Capítulo V
por Bruno PaivaParte I - O Ilse
Ilse, nome do satélite de dados que foi usado para se conectar ao dispositivo, aquela máquina criado nessa década com o que há de mais moderno e promissor em comunicação para o ser-humano. Para mim Ilse foi minha missão mais dificil, por minha falha permiti que a visitante entrasse em contato comigo enquanto o objetivo real da missão do roubo que foi designado não havia completado.Vitorioso não permitiu ser bem sucedido tanto no roubo em Ilse, como no coração de visitante, por isso hoje sofro, mas agradeço ele por me proteger de meus medos também, ando errante pela vida esperando não ser pego pelas autoridades dessa minha época.
Eu não entendia como isso seria possível, minha ignorância foi meu pior defeito, tolo fui ao pensar que roubar não necessita conhecimentos técnicos, físicos ou matemáticos, muito mais tolo fui ao pensar que essa busca por amor impossível não me entregasse.
Minha doce amada, como será duro pra seu coraçãozinho entender o meu universo, por isso deixarei uma mensagem nesse nosso dispositivo, lhe direi que o meu caderno, pedaço de mim, esse qual te darei como testemunho textual de minha vida e do meu amor por você, estará em sua casa, assim que quebrar o sétimo azulejo antigo do seu jardim de Girassóis. O moleskine envelhecido pelos anos irá me substituir quando descobrir toda a verdade.
Ilse continua a enganar, através das ingratas pedrinhas de medição, as décadas decorrentes de sua vida como satélite de informação permite muito mais que o homem sonhou um dia em seus contos de ficção.A minha missão mais extravagante, meu prêmio mais recompensador, a minha mais linda fascinação estava muito distante de minha realidade, a visitante curiosa, que encontrou um acesso a Ilse, é o meu amor impossível.
Parte II - Os Girassóis
A mensagem que meu ladrão me enviou nesse dispositivo foi: "abaixo da pedra direita, no 7º azulejo de seu jardim de girassóis". Eu amo meus lindos girassóis, que na minha infância foram cuidadosamente plantados por um errante senhor sem origem, ele tinha um amor paterno por mim sem limites, me ensinava sobre as constelações, sobre a lua e sobre os mistérios do tempo, e sobre como vou ficar uma moça linda quando crescer, foi ele quem me ensinou a usar os dispositivos de comunicação, foi ele quem trouxe Vitorioso, Bondosa e Medrosa para morar comigo para me proteger a mim e a ele mesmo de todos os nossos medos.meu querido ladrão me fez lembrar de todos esses momentos maravilhosos quando disse essas palavras, me lembrou do tempo que tive ao lado daquele senhor, que tanto me amava sem eu ter nada a oferecer, que infelizmente já morreu a algum tempo. Pra mim nada do que disse é mistério, pois sempre soube que aquele sétimo azulejo antigo no jardim poderia ter algo escondido, ele parecia me conhecer mesmo quando disse isso.
estou ansiosa por saber o que meu amado escreveu, peço a distância que não permita que ele fuja novamente depois de deixar um pedaço de si no meu jardim de girassóis.
Parte III - O Caderno
Como controlar os acontecimentos da nossa vida? Se cada segundo incerto é uma surpresa diferente, cada momento uma pequena parcela da nossa realidade que individualmente compartilhamos, na qual delicadamente essa efêmera situação morre tornando-se em passado.Hoje você ainda me têm, me têm em lembranças boas, pois como ladrão, lhe roubei o direito de me amar. Minha amada, queria muito te encontrar pessoalmente hoje, na época em que estás mais linda e apaixonante, mas o sr. Tempo, aquele que controla nossa estadia aqui nesse mundo não permitiu te ver crescer, e por isso esse meu caderno está aqui a tantos anos, logo após lhe construir com carinho esse lindo jardim de girassóis.
Ilse nunca deveria ter existido entre nós, as 5 pedrinhas de medição das décadas no seu dispositivo nunca deveriam te enganar, aquela nossas lindas conversas foram feitas 50 anos atrás pra mim, quando fui designado a roubar os eventos que não ocorreram em minha época. Ilse é um satélite atrasado em receber dados, e com a tecnologia de hoje ele é rápido em enviar dados através do Tempo e da Distância, não deveria ter te ensinado tanto sobre tecnologia a ponto de entrar na minha vida através desse dispositivo mentiroso.
Hoje você sabe o quão difícil foi te deixar um pedaço de mim.
Hoje essa foto representa o que seria de nossa vida caso tudo fosse verdade se nossa época fosse condinzente com nossos sentimentos.
O hoje vai morrer amanhã, tornando-se em passado novamente, pois o indiferente Tempo decidiu ainda não mudar.
Hoje eu te amo, e você não existe.
Amanhã você me amará, e eu não existirei mais.
Com amor,
O ladrão
26 de fevereiro de 2009
O Ladrão e a Visitante - Capítulo IV
por Bruno PaivaParte I - O Roubo
O desespero foi enorme quando percebi que o meu erro me encarou, aquele roubo estava diferente do comum, minha fraqueza foi se envolver demais com ela.Ela não sabe aquilo que já sei, o ponto principal do nosso encontro é muito mais que meramente distância, é muito mais profundo, evitando que nossas vidas se toquem.
Dispositivo ligados ao destino, destino ligados as nossas vidas, a vida, ligada ao Tempo e o Tempo, o Tempo já passou, levando tudo embora. As 5 pedrinhas e meia são mentirosas pelo outro lado da janela, te enganam cruelmente todos liderados pelo insensível Tempo.
Como prever os acontecimentos da minha vida? Se a cada segundo incerto o meu destino entra em cena, nesse teatro mágico, onde não é permitido ensaios nem truques, apenas improvisação.
O roubo não foi bem sucedido, e hoje fujo para não ser encontrado, mas não consigo esquecer de seu olhar profundo que rouba de mim aquilo que um dia roubei dela. Ainda sonho encontrá-la, a imagem do casal feliz que durante tempo guardei em meu moleskine já não é mais minha referência.
Deixo um pouco dos meus pensamentos nesses rascunhos, para minha doce amada, junto a foto desse casal, que um dia pensei em trocar pelas nossas fotos. Sim, o roubo não deu certo, e hoje fujo, caminhando largamente sobre as costas da aconchegante e hospedeira Distância.
Deixo minhas memórias registradas, pedindo que o tempo me dê a oportunidade de encontrá-la. Um dia você saberá o quão difícil foi te deixar um pedaço de mim.
Parte II - A Segurança
Você se envolveu tanto, que deixou se tornar um bobalhão fácil para a segurança da minha vida. Os olhos de Vitorioso não podem ser encarados como os meus o são, a armadilha dele é bem mais precisa e cruel que a minha, seu olhar trai mais que o meu próprio olhar, ou até mais que o olhar indiferente desse dispositivo.Tolo, não sei o que escondes de mim, o ponto principal do nosso encontro é meramente a Distância, as 5 pedrinhas nada fazem que me impeça de te amar, eu sei que as janelas, mesmo que cruelmente, não me enganariam.
Se o tempo já passou, levando tudo embora, porque não veio junto? meu amado, seu roubo não deu certo e resolveu fugir, só escolheu correr para o lado contrário ao da minha vida.
Hoje deixo minhas memórias nesses meus momentos compartilhados, sonho conhecê-lo, peço que a persistente Distância me dê a oportunidade de encontrá-lo. Deixo meus rascunhos nesses pensamentos, partes inacabadas de uma vida que a pouco começou.
Um dia você soube o quão difícil foi roubar um pedaço de mim.
19 de fevereiro de 2009
O Ladrão e a Visitante - Capítulo III
por Bruno PaivaParte I - Ele, o Tempo
Eu sou um ser constante, tenho muitos privilégios, mas nenhuma consideração por ninguém.Passo em silêncio pela sua vida, mas você nunca esquece de mim. Olha pra mim quando acorda, olha pra mim ao sair de casa, olha pra mim no alto da torre, olha pra mim a qualquer instante que lembra que sou eu quem controlo sua estadia aqui nesse mundo.
Eu sou indiferente a seus compromissos, alguns me esticam, outros me desperdiçam, já outros me aproveitam o máximo, mas eu sou o mesmo para todos.
Ele tem raiva de mim, sem saber que a culpa não foi minha, como disse, eu sou o mesmo para todos, sempre fui assim. Se passo por aqui, nunca mais volto atrás, para alguns que querem descer dessa imparável linearidade, sugestiono conhecer minha amiga Morte, pois ela também passa em silêncio pela sua vida, mas diferente de mim, quase todo mundo a ignora.
Ele, o ladrão, sabe minha falha, se aproveitou dela por um momento, agora paga o preço desesperador de não seguir o que o Criador nos ordenou.
Hoje ele sofre, lamenta ter tido o privilégio de fazer o que muitos sonharam fazer.
Hoje, ela é tudo o que tem, como se a loucura e o fascínio viesse junto aquele dispositivo promissor.
Eu sou um ser constante, continuo ao seu lado, assim como estarei ao dela, mas diferente de todos vocês, lamento não demonstrar consideração a ninguém.
Muito prazer, eu sou o Tempo.
Parte II - Ela, a Distância
Eu sou um ser constante, considerada "muita" para alguns e "pouca" para outros, eu nunca mudo, pois na verdade sou a mesma para todos.Sou medida, estudada, vendida, disputada e sempre comparada com meu grande amor platônico, o lindo e apressado Tempo, que infelizmente, diferente de mim, nunca para.
Eu não conheço Começo e não conheço Fim, não sinto falta nem enjoo de ninguém, pois pra mim todos estão tão pertos e tão longe ao mesmo tempo.
Ela não tem raiva de mim, pelo contrário, a visitante aproveita para conhecer sempre um pouco mais da minha imensidão.
No passado fui muito conquistada, todos queriam um pedaço maior de mim, e eu, passivamente aceitava a todos, não importando no retalho cultural que minha pele se transformou.
Ela não me conhece no sentido mais importante e essencial para o ser humano, ela não conhece o pequeno e estreito caminho que liga o coração ao cérebro. Para alguns que querem desconhecer essa imparável linearidade, sugestiono conhecer minha amiga Razão, pois ela também permanece constante em sua vida, mas parece ignorada quando o coração fala.
Hoje, ele é tudo que tem, como se a loucura e o fascínio viesse junto aquele dispositivo instantâneo.
Eu sou um ser constante, continuo ao seu lado, assim como estava ao dele, mas diferente de todos vocês, lamento não acompanhar a jornada que em mim trilham.
Muito prazer, eu sou a Distância.
16 de fevereiro de 2009
O Ladrão e a Visitante - Capítulo II
por Bruno PaivaParte I - Ele em seu universo
Apenas uma conversa com ela, nesse dispositivo instantâneo recém criado, feito para unir pessoas enquanto mais as afastam uma das outras.Não se fala em mais nada além disso aqui na corporação, é a promissora novidade que meus superiores acreditam. Informação é o bem mais importante que a companhia disponibiliza hoje, e eu, sou o que mais me arrisco ao novamente correr atrás do incerto, absurdo e impossível, enquanto finjo não ter medo de nada.
Foi apenas uma conversa para perceber o impossível, para ver que o universo que ela vive é diferente do meu, as 5 pedrinhas são mais distantes para serem alcançadas como pretendia e nem com todo o poder que o silício tem hoje me ajudaria a roubá-la.
Ela é o meu roubo extravagante, os circuitos que nos ligam a essa janela intransponível pela matéria nos trairam. Assim como seus lindos olhos, as janelas mentem dia e noite.
Tudo arrisco por ela, a minha amada, que vive a 5 pedrinhas e meia da minha vida, tola curiosa, pensou ser capaz de passar despercebida, mas eu infelizmente a vi, após aquela visita inesperada que ela me fez.
Minha amada, um dia você entenderá tudo, um dia.
Parte II - Ela em seu universo
Tudo foi tão rápido, nossa conversa foi tão pequena, em relação a grandeza da sinceridade dele, que não posso dizer que não deixei me envolver com o ladrão que roubou meu fôlego ao tentar atravessar aquela janela intransponível pela matéria.Tolo curioso, sua linguagem é tão diferente da minha, suas referências são tão antigas para mim, as 5 pedrinhas são tão insignificantes perto da saudade que já sinto de vê-lo novamente nesse dispositivo mentiroso.
Vitorioso já quase não pensa em outra coisa a não ser proteger-me de tudo que se aproxima, pobre protetor, não conhece a capacidade de meu querido ladrão. Medrosa, que já não me protege mais dos temores ao perceber que o medo do incerto é a minha melhor defesa. Já bondosa me ajuda a administrar os sentimentos e carinhos que sinto por ele, pois sozinha nunca conseguiria.
O seu universo é diferente do meu, sua cultura é diferente da minha, sua sintonia é tão antiga para mim, e tudo isso percebi em apenas uma conversa, feita para unir nós dois enquanto mais nos afastamos um do outro.
12 de fevereiro de 2009
O Ladrão e a Visitante - Capítulo I
por Bruno PaivaParte I - O Ladrão
Como controlar os acontecimentos da nossa vida? Se cada segundo incerto é uma surpresa diferente, cada momento uma pequena parcela da nossa realidade que individualmente compartilhamos, na qual delicadamente essa efêmera situação morre tornando-se em passado.Precisei vê-la através de sua janela após aquela visita inesperada que ela me fez, mesmo quando a lógica natural me diz que ladrão nunca avisa quando vai chegar nem nunca pretende mostrar o rosto, mas aquele dia me entreguei, me entreguei para ser devorado pelos seus olhos e já não me importei em ser ladrão, homem, ser-humano ou palhaço, eu apenas deixei tudo acontecer.
Deixei me encantar magicamente pelo teatro que meu coração ensaiou durante muito tempo que andou vazio, e ao novamente vê-la senti medo, pois um ladrão não sabe o que é não sentir isso, corro atrás da incerteza, do absurdo e do difícil.
Ela é minha recompensa mais linda e mais importante, por isso o meu roubo precisa ser o mais extravagante.
Parte II - A Visitante
Foi apenas uma visita, não sabia que alguém poderia me ver, meus olhos o viram inesperadamente, esses olhos que mentem dia e noite a todos que ousam olhá-lo, e naquele dia ele se entregou quando meus olhares encontraram o dele e o vi quando aos poucos foi se transformando de ladrão, homem, ser-humano a palhaço.Ele vive a 5 pedrinhas e meia da minha vida, nos meus momentos compartilhados ele já participou, mas nunca o via. Tive medo ao vê-lo novamente, pois o que ele procura roubar de mim é muito inascessível até para os mais extravagantes.
O meu passado é tão puro como a neve, dizem que só não tenho asas porque esqueci de entrar na fila quando Deus estava recrutando seus anjos para atuar na Terra, não que eu tenha acreditado nisso, mas quem me dera meu coração fosse forte como ao de um ser celeste e aguentar tudo que já sofri nessa vida.
Sou protegida a sete chaves por Vitorioso, Medrosa e Bondosa, o Vitorioso me protege sempre, negro, fiel companheiro, sincero e muito valente, já Medrosa me dá coragem na hora que mais preciso e a Bondosa me ensina a viver, sempre calma e tranquila, estes são alguns personagens da minha vida, essa pequena parcela da realidade que individualmente compartilho.
Hoje conheci alguém, um ladrão, que não procura mais se esconder de mim.






